Novembro é um mês marcado por diversas ações que reconhecem a importância da Consciência Negra no Brasil. Para fortalecer o diálogo público em torno do assunto e realçar a implicação da Psicologia na construção de uma sociedade antirracista, o CRP-MG preparou a Jornada Mineira de Psicologia e Relações Raciais, que percorrerá todo o estado.
Com o tema “Patologia ou sintoma social? A responsabilidade da Psicologia na construção de uma prática antirracista”, os encontros propõem um espaço acolhedor e participativo, que valoriza a escuta, a troca de experiências e a construção coletiva de conhecimentos.
A iniciativa é da Comissão de Psicologia e Relações Étnico-Raciais do Conselho. A proposta é ampliar a reflexão sobre sobre o papel da Psicologia no enfrentamento ao racismo e na construção de práticas profissionais comprometidas com os direitos humanos e a equidade racial.
Quem participa do encontro?
Convidado: Lucas Xavier (CRP-04/66845) - psicólogo e psicanalista. Atua na clínica psicanalítica, auxiliando jovens adultos e idosos em suas demandas subjetivas atravessadas e interseccionadas por raça, gênero e sexualidade. Paralelamente, dedica-se à área social e ao fortalecimento de políticas públicas, realizando palestras sobre temas raciais e sociais e promoção da saúde mental. Atualmente, atua como educador social em um Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e possui experiência no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
Facilitadora: Nayara Teixeira (CRP-04/65.964) - psicóloga, pós-graduada em Intervenção Psicológica na Mediação e Resolução de Conflitos e em Saúde Mental. Possui experiência em Avaliação Psicológica no contexto organizacional, com ênfase em recrutamento, seleção e inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. É vice-presidente do Comitê Estadual de Atenção ao Migrante, Refugiado e Apátrida, ao Enfrentamento do Tráfico de Pessoas e à Erradicação do Trabalho Escravo de Minas Gerais (Comitrate), conselheira do CRP-MG e presidenta da Comissão de Orientação e Fiscalização.
Compreender as relações entre racismo e saúde mental é fundamental para reconhecer os desafios enfrentados pela população negra e fortalecer práticas profissionais comprometidas com a equidade racial e os direitos humanos.
Mais do que ouvir, a proposta é participar, questionar e compartilhar experiências para construir, coletivamente, caminhos para uma Psicologia antirracista e uma sociedade mais justa e igualitária.